No episódio desta semana na Rádio Companhia, você descobre um pouco mais sobre a vida de um dos principais escritores japoneses da modernidade.
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Yukio Mishima só começava a escrever seus romances e dramas quando determinava claramente o final. Depois é que pensava no caminho que percorreria para chegar à conclusão, já com a última cena em vista. Quem diz isso é a escritora Darci Kusano, no livro "O homem do teatro e do cinema", biografia do autor japonês. Essa característica do Mishima é particularmente interessante quando a gente pensa no fim da vida deste que foi o principal escritor japonês pós segunda-guerra: em 1970, Mishima invadiu uma base militar em Tóquio numa tentativa de golpe de estado que resgataria os valores imperiais do país. Imediatamente após o fracasso do evento, Mishima cometeu o seppuku, um ritual de suicídio que compunha o código de honra de samurais. Mas como foi o caminho que ele percorreu para chegar a este ato final?
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Esta é uma das perguntas levantadas no episódio, que conta com a participação do tradutor e professor de literatura japonesa Andrei Cunha e o cantor, compositor, escritor e pesquisador Victor Kinjo.
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Apresentação: Thaís Britto
Roteiro e entrevistas: Enrico Sera
Edição: Murilo Costa
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